A doença chegou.
/o:p
Foi distante, era deles./o:p
Dos outros./o:p
Agora chegou./o:p
Tempos sombrios./o:p
O abraço ficou adiado./o:p
O beijo ficou suspenso./o:p
O olhar, apenas por telas./o:p
O perfume, só na memória./o:p
A voz embala meu sono a distância./o:p
E o desejo? Uma saudade. /o:p
Constante./o:p
A doença chegou. /o:p
Não aqui na minha porta./o:p
Não aqui dentro de mim./o:p
Mas, chegou./o:p
Tempos sombrios./o:p
No horizonte, a linha ficou curva./o:p
O voo, não decola./o:p
O barco, não solta amarras./o:p
As fronteiras, agora, internas./o:p
Estranhos, na porta ao lado./o:p
Estrangeiros, da mesma pátria./o:p
Dos mesmos pais./o:p
A sala, virou um mundo./o:p
E o mundo é todo este./o:p
Entre quatro paredes./o:p
A sós./o:p
A doença chegou./o:p
Nos prendeu soltos./o:p
Acorrentados, sem correntes./o:p
O medo nos assombra./o:p
Tempos sombrios./o:p
Juntos, e sós!/o:p
Jamais./o:p
Melhor juntos. Pra sempre./o:p
Mas, sós. Por enquanto./o:p
Paradoxo imposto./o:p
Pelo amor, se afasta./o:p
Para proteger, isolamos./o:p
Será lá, na linha curva do horizonte./o:p
Que finalmente hei de encontrar./o:p
Outras curvas./o:p
Dos quadris. Dos lábios./o:p
Do teu corpo perfeito./o:p
Mas, a doença chegou./o:p
Era distante, era de outros./o:p
Chegou./o:p
Tempos sombrios./o:p
Uma forte neblina, quase não enxergo./o:p
É noite./o:p
Teu olhar ainda brilha, quando fecho meus olhos./o:p
É meu farol na escuridão./o:p
É a luz do teu sorriso./o:p
Para onde aponto minha proa;/o:p
Seguro meu leme e caço minhas velas./o:p
Não importa o vento, nem a escuridão./o:p
É pra lá que vou./o:p
Sim, a doença chegou./o:p
Mas, o dia há de raiar./o:p
As nuvens hão de sumir./o:p
O vírus há de morrer./o:p
E as sombras serão iluminadas./o:p
E com a luz, aí sim,
/o:p
Haverei de estar, finalmente,
/o:p
Sempre, /o:p
E pra sempre,/o:p
Contigo.
Post extraído do blog Opiniático Reflexivo em 29/03/2026 às 21:19
Deixe um comentário