Subida!

Não foi fácil a subida. Era íngreme, e nenhum dos dois estava exatamente equipado
para subir tudo aquilo. Sabiam que lá de cima, bem lá de cima, era possível ver um
infinito de possibilidades./o:p
A vista deveria ser linda!/o:p
Houve um momento em que se perderam, em que os caminhos que seguiram foram
outros. Cada um na sua própria trilha. Algumas vezes, um, e outro, simplesmente
pararam de caminhar. Ou, pior, um, e outro voltaram alguns passos./o:p
Um tropeço aqui, uma curva ali; horas mais rápido, horas mais devagar. Mas, depois
daquela grande pedra, de alguns arbustos, depois de uma forte chuva, ali, bem ali, se
encontraram de novo!/o:p
Desde então, suas mãos estão dadas, e caminham juntos!/o:p
No topo, uma casa. Linda!
A brisa forte do outono acariciava a pele. O sol nesta
época apenas aquecia, sem queimar. Lá embaixo, se
estendia até o horizonte, e se confundia com o céu, um
oceano! /o:p
Que também era de possibilidades de esperanças!/o:p
No deque de madeira, olharam ao longe, olharam a casa, e se olharam! /o:p
Seria ali/o:p
A casa era antiga, móveis rústicos, precisavam de um papel. Uma, duas, três gavetas.
Finalmente, no fundo de uma velha escrivaninha, folhas de um grosso papel
amarelado pelo tempo, um pequeno frasco com tinta preta: nankin, ele reconheceu. E
uma pena. Um bico de pena./o:p
Precisavam escrever um bilhete, para a família e pouquíssimos amigos./o:p
O papel estendido na mesa, a pena molhada na tinta, só houve tempo para algumas
palavras:/o:p
Post extraído do blog Opiniático Reflexivo em 29/03/2026 às 21:19


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