Tenho procurado entender o que leva algumas pessoas a terem sucesso. Dentre
inúmeras definições, a que mais me agrada, define sucesso como sendo “conquistar
aquilo que se quer”.
Mas, definir o que se quer, de forma objetiva, é um grande desafio. Geralmente, é
comum associar sentimentos às conquistas, e sentimentos, são subjetivos, são
intangíveis. Desejar algo que não se consegue medir é difícil, faz com que percamos o
foco.
Portanto, parece-me muito importante que tenhamos um desejo, um sonho, um
propósito definido, claro, visualmente palpável e realizável. Percebo que muitas
pessoas sentem-se fracassadas, sem terem motivo. Na verdade, elas não sabem para
onde ir, e, neste caso, já estão no lugar onde pretendiam estar.
Ter apenas um sonho basta? Acredito que não.
Tenho notado que uma das características comuns às pessoas que são bem sucedidas,
é a capacidade de repetir sucessivamente as mesmas coisas. Estas pessoas abrem
mão de pequenos prazeres momentâneos, em nome de grandes conquistas futuras,
em nome do cumprimento e da realização dos seus propósitos. As pessoas bem
sucedidas são altamente disciplinadas.
Por outro lado, ainda que disciplinadas, há pessoas que jamais deixaram de ser
porteiros de prédios, caixas de supermercado, ou operários de chão de
fábrica. Pessoas que trabalham muito, durante muitas horas, no tempo que é
necessário, e jamais conseguiram mover-se em suas carreiras. Nestes casos,
provavelmente estas pessoas já estavam exatamente onde queriam, ou jamais
souberam, ou quiseram outras coisas. E mais, podem ser muito felizes nas funções e
cargos que dignamente exercem.
Mas há também as pessoas que querem mais da vida e das suas carreiras, que são
disciplinadas, mas, lhes falta “coragem”. Sim, creio que esta seja outra característica
bastante importante nas pessoas que são realmente bem sucedidas. Elas tem
coragem. Correm riscos, apostam alto, ousam, enxergam coisas que não existem, e
que podem nunca existir. Vendem tudo que tem, investem suas reputações em nome
de um projeto. Estas pessoas enfrentam as improbabilidades, enfrentam os “abutres”,
os “caranguejos”.
Cuidado! Há que se diferenciar o corajoso do aventureiro, do irresponsável, do
estúpido. Paulo Gaudêncio, fala que o “medo é o sal da vida”, e diz mais, diante de um
desafio ou ameaça, independentemente de seu tamanho, chegamos a duas
conclusões básicas: somos mais fortes e preparados, ou não. Se, somos mais fracos do
que a ameaça poderemos fugir, ou ainda assim, enfrentar. Seremos prudentes numa
escolha ou irresponsáveis na outra. Por outro lado, se formos mais fortes, também
poderemos fugir, e seremos covardes, ou enfrentar, demonstrando nossa coragem.
Portanto, encarar um desafio para o qual não há preparo, é uma aventura
irresponsável. Isto não é coragem.
A questão é que nem sempre temos todas as informações necessárias para avaliar as
ameaças, ou os riscos que nos cercam. E aí, é que está a aposta das pessoas realmente
corajosas. Nunca haverá garantias de conseguirmos transpor nossos desafios, ao
menos não na primeira tentativa. E aí, neste caso, é preciso ter disciplina novamente,
para reavaliar, e repetir, melhorar nosso preparo, nos fortalecer, descobrindo uma
forma nova e diferente de fazer.
Concluindo, primeiro, é preciso que se queira algo, de forma definida, objetiva e clara.
Não basta querer, é preciso agir, fazer. É preciso tentar. Para tentar é preciso ter
coragem, assumir os riscos. Quem tenta, corre o risco de não acertar, de não conseguir.
Quando não conseguirmos, é preciso ter disciplina para treinar, aprender e tentar de
novo, repetir, e, repetir. E isto tudo não é simples, não é fácil. Nunca ouvi dizer que
seria fácil.
Sonho. Coragem. Disciplina. Não são propósitos, nem princípios. São requisitos.
Finalmente, o bom de se falar sozinho, como já referi em algum post, é que temos a
oportunidade da reflexão e convencimento próprio. É um exercício de aprendizado.
Este é o tipo de texto, escrevo para ajudar uma pessoa em especial: eu!
Post extraído do blog Opiniático Reflexivo em 29/03/2026 às 21:19
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