Solidariedade **Data:** 16 de April de 2013 às 10:44 **Autor:** Fábio Augusto de

Souza —
Aqui na empresa temos como um de nossos valores, ou um dos nossos princípios, algo
que convencionamos chamar de “presteza”. Trata-se daquela característica
relacionada com a pré-disposição de ajudar o outro, de contribuir mais do que com a
própria tarefa.
Como, em boa parte das vezes, as pessoas pensam, ou sentem-se, já fazendo mais do
que podem – o que na maioria das vezes não é verdade – costumo substituir a
“presteza” pela “solidariedade”. Ser solidário é algo que lembramos desde nossa
memória mais remota. Emprestar o brinquedo pro coleguinha, dividir o sanduíche, ter
pena das criancinhas nas sinaleiras. Geralmente as pessoas são mais simpáticas ao
fato de imaginarem-se solidárias, do que prestativas.
Mas, solidariedade e presteza são sinônimos.
De família católica, e aluno de escolas também católicas, sempre ouvi falar em
solidariedade, mas, só descobri, de fato, o que era, na faculdade de direito. Lá,
aprende-se que a responsabilidade solidária, ou uma dívida solidária, é aquela em
que, ao ser assumida por duas ou mais pessoas, compromete, ou dá o direito ao
credor, de cobrar de apenas um dos devedores, o todo da dívida. Portanto, cada um
dos devedores solidários entre si, devem não apenas a sua parte, mas o todo. Neste
caso, ao me tornar solidário a alguém, preciso, por prudência, no mínimo, zelar para
que este alguém esteja solvente, mantenha suas condições de adimplemento,
mantenha-se, de outra forma, saudável, sob pena de que eu venha a ser chamado a
quitar o todo da dívida, incluindo a outra parte, que, inicialmente, não seria minha.
Nas empresas temos com os colegas, portanto, uma responsabilidade solidária.
Temos uma dívida solidária. Ao permitir que nosso colega não cumpra com sua parte,
ou não consiga cumprir as suas tarefas, podemos ter prejudicado também o nosso
trabalho, direta ou indiretamente. Precisamos, portanto, fazer o que nos compete
sempre com excelência, zelando para que o colega cumpra com a parte que lhe
compete, de forma solidária, ajudando, auxiliando, contribuindo, orientando,
denunciando, esclarecendo, cobrando, enfim, sendo prestativo. Notem que, se esta for
a postura geral da empresa, estarei sempre recebendo ajuda, e estarei sempre
ajudando, numa espiral virtuosa, tão desejada pelas organizações.
Infelizmente, contudo, raros são os voluntários à solidariedade, trata-se de um valor
cada vez mais fora de moda. Portanto, mais um propósito, o de ser solidário, sempre,
e o de tornar as pessoas mais solidárias, mais prestativas.
— *Post extraído do blog ‘Opiniático Reflexivo’ em 29/03/2026 às 21:19* — ##


Deixe um comentário