Era pouco mais de onze da noite quando as rodas do
avião tocaram no solo. Era muito tarde para quem
estava a semana inteira observando os ponteiros se
arrastarem lentamente pelo relógio. A gestão da
ansiedade passou a ser um dos meus principais
desafios desde que estamos juntos. /o:p
Ela estava displicentemente recostada num dos pilares
do novo e lindo saguão do aeroporto Internacional de
Florianópolis. Ela sorria com os olhos. Como sempre. É
por esse olhar, esse olhar de lado, meio que de baixo
pra cima, com um sorriso leve, que as vezes se abre de
uma maneira inacreditável que eu me apaixonei. Não
resisto. Restou-me envolver os braços pela sua cintura. E tirá-la do chão. E antes que
ela pudesse tocar novamente o ladrilho encerado, sentiria o calor e a umidade dos
lábios. Quentes e doces./o:p
Não precisávamos falar sobre o que havia acontecido com um ou com o outro. Sobre
poucas coisas não havíamos conversar ao longo da semana. Estamos longe por alguns
dias, mas, jamais estamos distantes. Conversamos e falamos sobre tudo, e naquela
semana, havíamos discutido. Foi preciso brigar e aprisionar alguns dos meus lobos.
Ela me faz ter medo de altura, mesmo com os pés no chão. Ela me faz ter aquele frio
na barriga, e perder o controle. Ela me tira do eixo, me tira o conforto. Ela me salvou,
mudou minha vida, e, naquele momento eu só queria matar minha incrível e dolorida
saudade!/o:p
Duas doses de gim com energético depois, abraços e carinhos, e beijinhos sem ter fim,
acabamos com esse negócio de ela estar longe de mim. Pelo menos por aquela curta
noite. Que acabou as 5h30 da manhã, com o despertador avisando que a maquiadora
iria em casa enfrentar o desafio impossível de torná-la ainda mais linda. E ela ficou lá,
cheirosa, linda. E eu? Gravitando em torno dela, entre pães, queijos, frios, e uma série
de coisas gostosas que ela havia preparado para um dia especial, de piquenique e
muitas fotos!/o:p
Encontramos a nossa fotógrafa, e agora amiga, Simone Medeiros, que nos guiou por
caminhos novos pra mim na serra litorânea de Santa Catarina. Em cada trecho,
parávamos, e ficávamos namorando. Era tudo que eu queria. E tudo que fizemos. As
fotos eram apenas um disparar no obturador da máquina talentosa da Simone. Fomos
sendo transformados e impressos nas lentes de uma maneira muito gostosa, em um
dia iluminado, que só serviu para provar que Deus gosta muito de nós. E do nosso
amor./o:p
O sol, o vento, e a visão linda dos mais de mil metros sobre o nível do mar, que
emolduravam as cenas, as linhas e as formas do amor entre os meus braços. Uma,
duas, ou três taças de vinho. Nossa cumplicidade e vontade um do outro. E no topo do
mundo, adormecemos juntos, sob o céu, sob o sol, juntos, como sempre.
Apaixonados, como nunca!/o:p
Quero repetir. Talvez agora, sem fotos. Só você, e eu!/o:p
Te amo!
Post extraído do blog Opiniático Reflexivo em 29/03/2026 às 21:19
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