Previdência e Consumo

Geralmente, ao ouvir o termo Previdência Privada as pessoas logo visualizam algum
tipo de produto financeiro, alternativo ao INSS. Sim, previdência privada também é
isso. Mas, não é só isso.
Previdência vai além, trata-se de um conceito, ou além disto, um propósito: retirar
parte dos gastos com consumo imediato, investindo em uma reserva para usufruir no
futuro; ou ainda, acumular riquezas por um período da vida, para usufruir destas
mesmas riquezas em outro, quando a capacidade de gerar renda diminui.
Note-se que o inverso da previdência é o endividamento, quando há um saque
antecipado de uma reserva futura (que ainda não se formou), para um consumo
imediato. Endividar-se, é o inverso de prevenir-se!
Ainda assim, ainda que o planejamento financeiro tenha sido feito adequadamente, e
que haja total disciplina para realizar os propósitos e metas pretendidas, há situações
que estão alheias e além do planejado. Isto, define Nassim Taleb, como efeito Black
Swan: eventos imprevistos e improváveis que podem modificar completamente o
curso de nossas vidas. (Aliás, geralmente são estes eventos que mudam o curso de
nossas vidas).
Situações como perda de emprego, crises financeiras ou políticas, incidentes, ou
acidentes, ou ainda doenças, que nos afastam de nossas atividades, ou
definitivamente nos tiram do jogo, são situações que nos impedem de produzir
renda, acumular riquezas, ou construir reservas. Mais do que isto, estes eventos
podem afetar a reserva já formada, ou ainda corroer o patrimônio, ou gerar dívidas
não previstas, estas sim, neste caso, inevitáveis.
Portanto, eis aqui mais um elemento do conceito de previdência: a proteção para
eventos imprevistos que suspendem ou interrompem nossa capacidade de gerar
renda, ou ainda que abreviem nossa vida e comprometem o futuro financeiro de
nossos dependentes.
De forma sucinta, é possível afirmar que Previdência, é a formação de uma reserva
para garantir o padrão de vida no futuro, somado a um conjunto de proteções que
garantam a viabilidade do orçamento presente da família, e a manutenção do fundo
de reserva, independente dos eventos ou doenças a que o provedor da família possa
estar submetido.
Pois bem, a teoria que respalda o princípio previdenciário é bastante simples, mas
requer disciplina. Especialmente no que tange a avaliação do consumo. Abrir mão do
consumo imediato em nome de uma reserva futura requer muita disciplina. Valho-me
do quase-homônimo, empresário e escritor Flávio Augusto da Silva, que traz um post
interessante em sua página do Facebook, a respeito de controle de consumo, onde
cita: Não permita que sua fraqueza ou impulsividade seja manipulada por expressões
deste tipo (oportunidade única). Qualquer oportunidade que não resista a 48 horas de
reflexão está mais para uma oportunidade dispensável. Concordo! Em parte.
Como mencionado anteriormente, os riscos de ter a capacidade de gerar renda
comprometida, ter a vida interrompida prematuramente, ou apenas viver além da
possibilidade de trabalhar, são vulnerabilidades inerentes a todos nós. E mais do que
isso, eventos como estes ainda que sejam imprevistos ou improváveis, são, sobretudo
POSSÍVEIS e IMINENTES!
O papel do corretor de seguros de vida e previdência é o de alertar as pessoas em
relação a isto. Diria mais, a decisão em aderir a um plano de seguros de vida e
previdência, é uma decisão INADIÁVEL! Ao corretor cabe a dura missão de fazer com
que as pessoas assumam a responsabilidade sobre suas vidas, sobre o seu futuro
financeiro. Isto não pode ser adiado.
Portanto, a toda proposta comercial cabe o pensar e o refletir. A toda proposta
comercial pode ser dado prazo de 48 horas de reflexão. Exceto para a contratação de
um seguro de vida!
Em 48 horas, sua vida poderá ter mudado, e a forma como você está protegido, ou
preparado para esta mudança é que fará toda a diferença em relação ao seu futuro e
de sua família.
Isto vai além de uma proposta comercial, isto é questão de RESPONSABILIDADE!
Post extraído do blog Opiniático Reflexivo em 29/03/2026 às 21:19


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