Augusto de Souza —
Demorou, mas, aconteceu. Hoje fui sorteado. Há alguns dias comentei a respeito da
“Bola da Vez”. Hoje fui a “bola da vez”. Nada de armas, nem de agressões. Apenas o
arrombamento e o furto, mas, isso não diminuiu a violência.
Em pleno Barra Shopping Sul, entre 15h e 18h, nosso carro foi arromabado. Havia ido
trabalhar pela manhã, almoçamos, e fomos direto ao shopping. Como havia encerrado
minha semana, estava levando meus equipamentos para casa, para trabalhar mais um
pouquinho, e estudar. Pois bem, levaram meu notebook, meu iPad, alguns livros,
muita, muita, muita história armazenada.
Não diminui a violência. Meu trabalho, minhas memórias, minhas fotos, meus
documentos, foram levados de forma desautorizada, de forma violenta.
Imaginei que estava protegido, pelos vigilantes armados, pelas motos guarnecidas,
pelas câmeras de segurança, pelo preço do estacionamento, pela marca do Barra
Shopping. Insuficiente. Totalmente insuficiente.
Isto aconteceu hoje, há algumas horas. Neste período, fui bem atendido pela equipe
do shopping. Mas, por enquanto, apenas a cortesia do atendimento, não foi suficiente.
Não apenas a perda direta, mas, todos trabalhos, projetos, documentos digitalizados,
enfim. Não sei calcular ainda o tamanho do prejuízo. Ponte Que Partiu!
O sentimento da vítima é sempre mais grave que o sentimento do acadêmico, ou do
jurista, ou do filósofo, ou do administrador. É um sentimento desproporcional.
Humilhação, impotência, raiva, inconformidade, misturam-se.
Talvez, deva incluir um novo princípio no meu rol dos posts anteriores: o perdão. Mas,
não, ainda não. Por enquanto, esta violência, não terá meu perdão.
Hoje foi meu dia de ser sorteado. Amanhã, poderá ser o seu!
— *Post extraído do blog ‘Opiniático Reflexivo’ em 29/03/2026 às 21:19* — ##
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