**Autor:** Fábio Augusto de Souza —
Acreditava que o amor exigia condições. Seria
merecimento por cumprir requisitos (sem saber quais).
Um prêmio para virtuosos e não um alimento para os
famintos. Reconhecimento para INdeterminadas
condutas e sem garantias.
Estava errado. O amor é incondicional.
É a incondicionalidade do amor que traz segurança e paz.
Como ter paz se precisamos cumprir requisitos incertos para garantir reciprocidade?
Será que disse o que ela gostaria? Será que isto fará ela me amar menos? De perto –
dizem – somos feios e loucos. Como amar feios e loucos sem ser de forma
incondicional? Para o amor não importam julgamentos, se estamos perto ou longe,
viajando a trabalho, milhares de quilômetros, nem pessoas mais bonitas, inteligentes,
ou interessantes. Ele se basta.
A incondicionalidade pressupõe perdão! Se amamos, apesar dos erros, haverá espaço
para a força restauradora do perdão. Não fosse assim, doentes ficariam
desamparados, prisioneiros não teriam visitas, pessoas traídas não perdoariam, e o
mundo seria um poço de angústia. Talvez as relações não sejam incondicionais.
Questão de sobrevivência. Talvez o outro não nos ame. Por amor, às vezes, é preciso
deixar ir.
O amor é um salvo-conduto para passarmos pelas provações da vida, estando seguros
e em paz, sabendo que alguém nos guia como um farol no nevoeiro.
Quero amar e ser amado INCONDICIONALMENTE, com meus vícios e virtudes. Quero
ser um farol na neblina, e ver a luz radiante do meu amor.
Sim, tenho certeza, o amor é INCONDICIONAL.
Post extraído do blog Opiniático Reflexivo em 29/03/2026 às 21:19
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