Nota de agradecimento às mães!

Hoje, no Brasil, é dia das mães. Portanto, cabe mais uma nota de agradecimento, ao
menos!
Sou um sujeito privilegiado, e, na minha vida, há muitas mães especiais… Sim, porque
a mãe da minha mãe, a mãe do meu pai, a mãe da mãe do meu pai, todas, são, de
certa forma mães, minhas mães também.
Conhecia a vó Maria, minha bisavó, vó do meu pai. Convivi um pouco com ela. Numa
manhã, fiquei com ela no Hospital Banco de Olhos. Eu era um jovem motorista de 18
anos, e fiquei com ela naquela manhã. Simplesmente conversando. Ela me contou
como era, por exemplo, a vida sem geladeira – nem sempre houve geladeira. A vó
Maria nasceu no século retrasado, e, infelizmente, já faleceu há alguns anos. Ela era
uma mulher à frente de seu tempo. Criou os filhos praticamente sozinha. E trabalhou.
E a vida das mulheres naquela época, especialmente as que trabalhavam, não era
nada fácil. É interessante como excelentes exemplos encontramos na nossa própria
história. Foi bom ter conhecido a “Vó Bi”.
A vó Tereza, é a mãe do meu pai. Nem sempre estivemos juntos, nem sempre estamos
juntos. Mas, ela ainda está conosco, e isto é um grande e imenso privilégio. Minha
memória infantil lembra só de diversão, só de risada e alegria. Talvez, um pouco desta
mania de escrever que eu tenho venha também da vó Tereza, que sempre escreveu.
Poemas, orações, histórias. Algumas guardadas, outras destruídas, outras
esquecidas. Mas, muitas histórias.
Bom, aí tem a vó Iolanda. Não há momento da minha vida, em casa, em que a
presença da vó Iolanda não se revele. Ela é a matriarca da família, a personalidade
dela permeia todos nós. Vejam, trata-se de uma italiana linha dura, que sempre
trabalhou demais, sofreu demais, mas, sempre acolheu todos. Minha vó é enfermeira,
de formação, e trabalhou muitos anos na Santa Casa. E trouxe isso para sempre em
sua vida, e sempre serviu aos outros, sempre foi a enfermeira de todos, e transformou
a sua casa, em Casa Santa. Tenho tanto a agradecer, a reverenciar a vó Iolanda, que
precisaria de muitos, muitos, e muitos textos como este.
Claro, não posso deixar de registrar o agradecimento à mãe do meu filho. Ah, não
tenho filhos ainda, verdade. Mas, há alguns anos, escolhi quem seria a mãe deles. E
estar disposta a ser mãe dos meus filhos, não é pouca coisa. Minha sogra também tem
sido uma mãe muito especial. Tenho recebido carinho e cuidado desproporcionais. E
quanto a isto, cabem meus agradecimentos.
De uma forma geral, as mães, dão mais que recebem, e preocupam-se mais com os
outros do que consigo mesmas, e isto é a grande bênção do dom de ser mãe.
Mas, finalmente, a minha mãe! A minha mãe de verdade. E sobre mães, especialmente
as próprias mães, é difícil falar. Em algum momento, e por um bom tempo, éramos um
só. Em algum momento eu estive dentro dela, ligado celularmente, umbilicalmente,
literalmente a ela. E isto é algo muito especial, muito complexo, e, certamente, um
milagre absoluto.
Portanto, não é difícil explicar porque muitas vezes pensamos de forma parecida, ou
brigamos de forma parecida, ou cobramo-nos de forma parecida. Não é difícil explicar
minhas virtudes. (Nem meus vícios).
Sobretudo, a Dna. Maristela me ensinou a pensar. Claro, aprendi tanta coisa, tantos
valores, tantos princípios. Mas, sobretudo, aprendi a pensar. A desafiar o pensamento,
à reflexão. Sempre fui desafiado a fazer mais e melhor. Algumas vezes fiz, outras não.
Mas, sigo tentando!
Este legado, esta herança, são tão importantes pra mim e fizeram tanta diferença em
quem eu sou, que talvez eu nunca consiga dar a exata medida disto. Mas, consigo ouvi-
la, consigo consultá-la, mesmo que ela não saiba, mesmo que ela não diga. Trata-se da
minha referência.
Dizer que eu tenho a melhor mãe do mundo, que mãe é uma só, que “blá, blá, blá
wiskas sashe”… Bom, isto todos dizem. Isto é fácil demais. Cada um tem a sua única e
melhor mãe.
Mãe, apenas o meu, sincero, verdadeiro, complexo e especial, muito obrigado!
Feliz dia das mães a todas as mães!
Post extraído do blog Opiniático Reflexivo em 29/03/2026 às 21:19


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