Há uma semana, mais ou menos, fez 5 (cinco) meses que perdemos nosso querido
amigo Guilherme Trindade Teixeira. Apesar disto, o Guilherme segue presente em
nosso dia-a-dia, como exemplo, como referência, como memória.
Como eu não tinha o hábito ainda de “blogar” quando ele veio a falecer, publico aqui o
e-mail que transmiti aos colegas de empresa, quando aquilo aconteceu.
Amigos,
Preciso compartilhar; desabafar, desabar; não conseguiria falar
com todos, então escrevo. Perdoem-me, antecipadamente, mas, pra
homenagear o Guilherme, só com muitas palavras, como ele gostava;
como ele fazia; e-mails, por vezes, intermináveis. Sempre cheios
de sentimento, de coração.
Aliás, o Guilherme era isso, só coração. Ele amava o que fazia. De
verdade. Amava as pessoas; todas elas. De verdade. Estive por 3
horas no quarto dele, no hospital, na distante Santo Ângelo,
fronteira Oeste do RS; revezavam-se as pessoas; as visitas, as
orações.
Este sujeito, este Guilherme, o tinha, por muitas vezes, como um
irmão mais novo; tratava-o como trato meus irmãos mais novos; por
vezes brigamos, sempre, nos reconciliamos; e irmãos mais novos não
podem, jamais, partir antes dos irmãos mais velhos.
Talvez possa parecer piegas, talvez dramático; mas, afinal, qual
outra oportunidade seria mais grave, mais solene, mais oportuna,
mais adequada? Reitero, desculpem-me. Talvez quem me leia possa
não entender, ou não perceber o quanto esta perda está sendo
difícil para mim.
Está sendo especialmente difícil, porque tudo isto, talvez, não
tenha sido dito da forma adequada ao Guilherme, quando ele estava
aqui. E penso que precisemos realmente revelar mais do que
pensamos e do que sentimos em relação as pessoas. Não percam estas
oportunidades. Eu iria visitar o Guilherme neste 7 de setembro;
ele não estará lá.
Não faltará oportunidades para que eu lembre com orgulho do
Grande Guilherme; não faltará oportunidades para que eu divida
com as pessoas o fato de que, na minha equipe, um dia, eu tive um
cara, que era o cara. Que me dizia: Chefe, como o senhor
diz, não poderia ser diferente, consegui ir lá e cumprir a
missão. Mas, faltará a oportunidade de que eu diga isto a ele,
assim, com estas palavras.
Difícil de assimilar o golpe. Difícil não pensar, não rever, não
reviver todos os momentos que compartilhei, e deixei de
compartilhar. Talvez eu tenha sido muito firme, muito severo.
Talvez eu tenha deixado de falar alguma coisa. Talvez eu tenha
deixado o essencial passar. Ou não.
Cara! Onde tu estás, (e tenho certeza que o lugar que tu estás é
lindo, especial), sabes o que eu estou sentindo!
Nada do que eu tenha pedido, deixou de ser feito pelo Guilherme!
Todas as missões dadas, foram cumpridas! Especialmente cumpridas.
Exceto a última: Cara, fica bom logo, e volta!… Poderia ter
deixado todas as outras pra trás, se tivesse cumprido esta última.
Quanta tristeza! Fica o exemplo. Fica o modelo. Fica a referência.
Fica o vazio.”
— *Post extraído do blog ‘Opiniático Reflexivo’ em 29/03/2026 às 21:19* — ##
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