Há momentos na vida em que somos arremessados por um tsunami.
Em outros, apenas tocados por uma leve marola.
Em ambos os casos, existe um oceano de emoções no qual, de uma forma ou de outra,
acabamos mergulhando.
Ela entrou na minha vida como ondas na areia, que vêm e vão.
A água sob os pés descalços nos provoca a fugir ou a mergulhar.
Eu fugi.
E o mar recuou.
A praia virou deserto.
Mas o mundo gira, as marés mudam, tempestades surgem, terremotos acontecem.
E eis que aquele recuo do mar preparava o tsunami.
Avassalador.
Nada seria como antes.
E tudo mudou.
Outra vida surgiu.
Nunca imaginei que, depois das tempestades e dos abalos, eu seria arremessado por
um oceano de amor.
E ele não veio só: trouxe outros amores, nossos meninos.
Eles preenchem a nova casa, os novos dias, a nova vida.
Uma vida incrível, cheia de possibilidades e descobertas.
E o mundo girou de novo.
Depois de algumas estiagens, um novo oceano se anuncia — a quem demos o nome
de Mateo.
E tudo se faz novo. De novo.
Ter um filho na metade da vida pode parecer loucura para uns, bênção para outros.
Para mim, tem sido um mar de emoções.
Sou profundamente grato a Deus pela imensa generosidade comigo.
Grato ao amor da minha vida por me oferecer tantas incondicionalidades e por
compartilhar comigo sua força e coragem.
Te amo — e amo tudo o que é nosso.
Post extraído do blog Opiniático Reflexivo em 29/03/2026 às 21:19
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