Decidimos que não iríamos viajar neste feriado. Optamos por ficar em casa e
descansar ao máximo. Outros programas são bem interessantes em Porto Alegre,
especialmente quando os “invernistas” (como diría o Veríssimo¹), voltam para suas
casas no litoral. Aliás, muitas vantagens de estar em Porto Alegre no Carnaval,
especialmente em relação ao trânsito e às filas. Ambos deixam de existir.
Bom, combinamos também que iríamos ao cinema. Aliás, maratona de cinema.
Precisamos assistir os filmes antes do Oscar, claro. Ambos, a mulher e eu, cinéfilos de
fachada, adoramos dar “pitacos” nas escolhas do Oscar. E, bem, gostamos de filmes,
muito, assistimos muitos, e vários.
Ontem, fomos ver “Lincoln”. Quando do lançamento, gerei uma grande expectativa.
Ao longo dos dias, ao conversar com algumas pessoas, o entusiasmo diminuiu.
Portanto, sem grandes pretensões, fomos lá em nossa terceira sessão de cinema em
três dias.
Imperdível!
Trata-se de um filme tecnicamente irreparável, sob o ponto de vista de um leigo
metido como eu. Figurino, cenários, fotografia, ótimos. Atores excelentes. Daniel
Day-Lewis provou que só entra em projetos vencedores, e tem uma performance
muito acima da média. Mas nada disso seria suficiente se o personagem, Lincoln, não
fosse realmente interessante. Afinal, o filme trata do personagem Abraham Lincoln, o
16.º presidente americano.
O fato de haver uma guerra civil, o fato de ter havido a abolição da escravidão em seu
governo, o fato dele ter sido protagonista em ambos os casos, são meros panos de
fundo para apresentar-nos uma personalidade política interessantíssima para se dizer
o mínimo.
(Aliás, talvez não seja muito correto usar superlativos para dizer-se o mínimo, mas,
fiquemos com uma espécie de liberalidade poética).
Confesso, não sou grande conhecedor da história americana, e, portanto, não tenho
qualquer credencial para avaliar correções históricas ou fáticas. Minha avaliação é do
personagem trazido ao cinema.
Este Lincoln foi alguém capaz de enxergar à frente. Alguém com uma visão de causa e
efeito que, prova-se ser característica comum de grandes estadistas e estrategistas.
Além disto, outra marca interessante é o falar através de histórias; através de
parábolas. Dar o recado com analogismos, gosto muito disso. Excelente personagem.
Excelente filme. Não percam.
— *Post extraído do blog ‘Opiniático Reflexivo’ em 29/03/2026 às 21:19* — ##
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