Há mais ou menos cinco anos, descobri uma ferramenta do Mr. Google que tem me
ajudado bastante em várias oportunidades, especialmente quando se trata de
planejamento de roteiros. Sejam logísticos, operacionais ou comerciais. Trata-se do
Google Mapas. Nele, você coloca quaisquer pontos, endereços de origem e destino,
inclusive mais de um, e o sistema calcula a melhor rota, informa distância, tempo
estimado, dentre outras informações bastante relevantes.
Não saberia dizer quando, mas, há ainda um outro aplicativo, da mesma empresa, o
Google Earth, que, além de mostrar determinado endereço, mostra fotos de satélite
com altíssima resolução, como se fossem tiradas há poucos metros do telhado da
nossa casa. É algo absolutamente incrível!
Não satisfeito com isto, há ainda outra aplicação, que é o Google Street. Neste caso,
em muitas ruas – nem precisam ser as mais famosas ou importantes – a partir do
endereço e acesso, você consegue enxergar a fachada da casa, comércio, enfim, seja o
que for.
Hoje, há bem mais que isso, basta digitar na tela de qualquer smartphone
determinado endereço, que uma voz eletrônica, lhe indica o caminho com
inacreditável precisão. Um mapa atualiza surge na tela e lhe mostra sua posição atual,
e a rota até o seu destino. A utilização do GPS, ou Sistema de Posicionamento Global,
na sigla em inglês, está associado a uma infinidade de aplicações – muito úteis por
sinal. Muitos dos brinquedos fictícios de James Bond estão em pleno funcionamento
real nos bolsos de boa parte dos profissionais.
Notem que todas estas ferramentas (por enquanto) são gratuitas, disponíveis a
qualquer pessoa que tenha alguma habilidade em nível de usuário para manejo de
informática. Qualquer um de nós pode enxergar a fachada do vizinho, ou ver a porta
da casa de um parente do interior, ou ainda, avaliar se o bairro de determinado amigo
recomenda cuidados especiais à noite, e até mesmo rastrear o deslocamento do táxi
que foi solicitado. Está tudo absolutamente disponível para qualquer mortal.
Vejam que todos estes recursos utilizam satélites, equipamentos, recursos,
inteligência e investimentos de uma mesma fonte: o Governo dos Estados Unidos da
América. Em tempo, vou me abster de fazer juízo de valor. Resta apenas a constatação.
Se for assim, parece-me uma ingenuidade infantilóide surpreender-se com notícias de
que haveria interceptações de comunicações brasileiras, ou que os dados do governo
brasileiro, ou de cidadãos brasileiros poderiam estar sendo monitorados pela América.
Há alguma dúvida? Será que depois de liberar tanta tecnologia e ferramental, o
governo americano, não reservaria nada para seu uso exclusivo? Se ele permite a
qualquer um de nós enxergarmos o pátio do vizinho, será que não conseguiria
bisbilhotar coisas bem mais interessantes? Se informação é poder, será que o dono da
informação, não utilizaria nem um pouquinho?
Mas, e se não for ingenuidade?
Post extraído do blog Opiniático Reflexivo em 29/03/2026 às 21:19
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