GESTÃO DE CRISE (Reflexão Incompleta)

Todos os problemas são menores quando vistos à distância; seja medida em milhas,
metros, dias, ou anos. Sim, dias e anos são referências de tempo, e não de distância.
Ainda assim, usualmente, a linha do tempo, nos permite colocar em perspectiva fatos
bons e ruins, (e problemas), mais perto, ou mais longe.
Nada disso repercute, ou implica, na gravidade ou importância de um problema. Há o
fato de que, talvez, ele não seja tão grande quanto pode nos parecer quando estamos
tão perto, que nos tornamos o próprio problema. Muitas vezes, quem olha de fora, ou
à distância, possa dizer algo como era tão simples, tão fácil. Em boa parte das vezes é
uma afirmativa verdadeira. Passamos a viver emocionalmente uma ação, e quando
isto acontece nosso foco, nosso ajuste de visão fica distorcido, e simplesmente não
conseguimos achar uma saída.
Há quem diga que para todo e qualquer problema há, pelo menos, uma solução. Para
a maioria, há várias. Para boa parte, excelentes. Encontrar as melhores soluções,
aquelas que se adequem a todas as necessidades, que tragam benefícios justos e
equitativos, e mais, sejam tão eficazes quanto eficientes, é um desafio que exige
algum talento, muito esforço e, por vezes, doses de sorte.
A humildade é a mãe de todas as virtudes, ensinamento bíblico sintetizado de forma
brilhante por Stephen Covey. No caso de solucionarmos problemas, estancarmos
vazamentos e resolvermos crises, nada nos auxilia tanto. Primeiro, precisaremos
buscar ajuda seja de conteúdo, ou de alguém capaz de avaliar a situação e propor
soluções, e que esteja suficientemente distante do problema para poder considera-lo
um desafio possível de se transpor; mais do que isso, preferencialmente não pode
estar envolvido emocionalmente. Isso requer humildade para reconhecer e pedir
ajuda. Depois, é preciso que se reconheça que podemos estar próximos demais da
situação e esta proximidade nos impede de ver claramente o que pode ser feito.
Finalmente, é preciso reconhecer a própria contribuição para que o problema tenha
sido criado. Portanto, não estamos, aqui, considerando nenhuma questão específica,
problema específico, apenas identificando que qualquer solução passa por pedir
ajuda, reconhecer erros, e, finalmente, submeter-se à solução comum.
Post extraído do blog Opiniático Reflexivo em 29/03/2026 às 21:19


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