Falar sozinho **Data:** 26 de March de 2013 às 10:59 **Autor:** Fábio Augusto de

Souza —
Tenho experimentado uma sensação estranha na medida em que avanço em minhas
particulares publicações. Não, claro que não são pretensiosas, e claro que não
carregam em si qualquer verdade universal. Mas, percebo que os princípios e valores
que acredito vão se derramando entre as palavras, e reforçando em mim, uma
realidade, até então, intangível.
É interessante o quão comprometido com as palavras escritas nos tornamos. É como
se a cada verbo conjugado, a cada sentença firmada, uma realidade, ainda que pueril,
fosse formada, aguardando apenas o tempo para transformá-la em fato, mensurável e
real.
Ora, se nada existe, sem antes ter existido na mente de alguém (e isto não é meu),
mais próximo da existência está o que saiu da mente e se registrou em palavras. Não,
não apenas a palavra dita. Mas, escrita.
E, agora, me dou conta, que, escrever para mim, ou escrever, simplesmente, é uma
conversa solitária. As pessoas que cruzam por mim, não imaginam que esteja
divagando com as letras, compondo em sílabas, palavras e textos simplórios, mas, em
seu momento, verdadeiros. Apenas divagações.
É como falar sozinho. Só que em segredo. Penso em ter mais respeito aos que falam
sozinhos. Talvez quisessem, como eu, escrever. Mas, falam. Sozinhos.
Talvez loucos?
Talvez.
Como eu.
Post extraído do blog Opiniático Reflexivo em 29/03/2026 às 21:19


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