Economia Diária

No post anterior havia comentado sobre algumas metas diárias, pequenos passos
diários que podem conduzir ao controle do meu vício de ser indisciplinado, ou de não
cumprir com meus propósitos pessoais. Uma dessas metas é a “economia diária”.
Tenho me convencido que a economia, ou a verdadeira economia não é feita nos
grandes gastos, ou nos grandes investimentos. Mas no somatório dos pequenos
gastos, nas pequenas despesas diárias. Nos almoços, cafés e jantares. No cinema, nas
guloseimas, em pequenas e desnecessárias compras. Desta forma, a meta é fazer pelo
menos uma economia diária. A meta é, diante de opções de compra ou de consumo,
optar sempre pela mais barata, ou, simplesmente, pela “não-compra”. Este parece ser
um exercício simples, mas não é.
Veja, há uns quatro anos fiz uma dieta rigorosa e eficiente, que me levaram dos 115
aos 92 quilos. Foram 23 quilos, isso faz bastante diferença. Bem, hoje estou com um
peso entre estes dois números. Mas, isso é detalhe dentre os projetos do ano. Lembrei-
me disto apenas para relacionar a tarefa da “economia diária” com a escolha em um
grande buffet.
Se você for almoçar num destes restaurantes com buffet livre vai observar que lá
teremos diversos tipos de arroz: branco, integral, à grega, carreteiro, risoto. Massas, a
mesma coisa: espaguete ao pesto, talharim à carbonara, lazanhas de diversos tipos.
Carnes: à milaneza, bife acebolado, almôndegas. E, claro, não posso esquecer das
frituras: batata frita, aipim frito, couve-flor à dorê. Sem contar os bolinhos: de arroz, de
espinafre, de carne, croquetes, risólis. E os pastéis: carne, queijo, goiabada, misto,
pizza, enfim. Fato é que há muitas opções. É quase um atentando a gordos e “quase-
gordos”. Cada opção leva consigo um número de calorias e uma quantidade de
nutrientes, geralmente, inversamente proporcionais.
O pior é que há uma compulsão irrefreável de querer provar tudo. Identificamos no
buffet uma série de coisas gostosas, e queremos pegar um pouquinho de cada: só um
pedacinho de lazanha; um pouquinho de risoto; meio bife a milaneza; dois bolinhos
de arroz – apenas; um pastelzinho de queijo; um aipinzinho frito, os menores que são
mais crocantes (e mais calóricos)… e lá se foram 1,2kg de comida goela abaixo, e,
pelamordedeus, umas 3.500 calorias.
Sim, o buffet é um horror para gordos e semi-gordos.
Só que no mesmo buffet, tem, geralmente salada, arroz integral, e bife “na chapa”; ou
um espaguete ao sugo; ou um purê de batata. O desafio é optar pela menor carga de
calorias, com maior número de nutrientes essenciais. Puxa não é fácil. Você tem,
diante de tantas opções, de escolher apenas algumas, quando gostaria de comer
todas.
Para quem inicia, ou reinicia como eu, melhor fugir deste tipo de lugar. Se não quiser
comer muito, e estiver disposto a melhorar hábitos de alimentação, fuja de buffets por
quilo; fuja de rodízios; fuja de espetos corridos.
Pois bem, na missão de fazer uma “economia diária” o processo é mais ou menos o
mesmo. Diante de todas as opções de gastos supérfluos e consumos do dia, escolher
aqueles que realmente são importantes, ou que realmente farão diferença, é um
importante desafio, e um hábito a ser criado. Lembrando que shoppings são um buffet
de consumo. Melhor evitá-los.
Post extraído do blog Opiniático Reflexivo em 29/03/2026 às 21:19


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