de Souza —
Antes de continuar com as questões de gestão operacional, gostaria de ampliar um
pouco a visão que temos sobre o comprometimento. Trabalhar com pessoas
comprometidas, afinal, é o desejo de qualquer gestor.
Comprometer-se é, também, escolher um lado. É descer do muro. É assumir um time,
uma postura, uma escolha. Ao assumirmos um compromisso, fizemos uma opção, em
detrimento das demais. Ao me comprometer com uma empresa, faço uma escolha por
seus princípios e valores, em detrimento dos princípios e valores de todas outras
empresas. Trata-se de lealdade, de dedicação, de parceria.
Ao nos comprometermos com esta organização, todos os eventos, fatos, ocorrências
que possam agredi la, também nos agridem. Denunciar, informar, alertar, participar,
são demonstrações de lealdade e de reafirmação do compromisso que temos com a
empresa.
Percebo que algumas pessoas são tolerantes com a negligência do colega, com o
desvio de conduta, com o jeitinho. Percebo que, muitas pessoas preferem não se
comprometer, quando, precisam expor suas ideias, suas percepções, suas
constatações, seus testemunhos.
Claro, é difícil tomar partido, é difícil defender uma ideia, ou defender o que é correto.
Quando estamos em um lado, certamente, quem estiver do lado inverso, não nos
tratará da mesma forma. É difícil ter que cobrar do meu colega o que ele devia ter feito
e não fez. É chato ter que “lembrar” o outro daquilo que não me esqueço. É dolorido
olhar pra alguém e dizer, “amigo, preciso que você deixe o nosso time”. Mas não tem
jeito, compromisso é isso, é honrar com os interesses de quem, e com quem, nos
comprometemos.
Não se comprometer, é trair um compromisso. Esconder o compromisso é trair.
Omitir-se é trair. A traição é o inverso do comprometimento.
Só conseguiremos tornar uma empresa melhor para todos se houver uma cultura de
comprometimento, de escolha de lados, custe o que custar.
Post extraído do blog Opiniático Reflexivo em 29/03/2026 às 21:19
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