Alguns Mestres

Em algum post mais antigo devo ter comentado a respeito do quanto eu tenho
observado dificuldades nas pessoas em aprender. Seja através da educação formal,
da prática diária, da experiência de colegas, ou pela convivência com pessoas
inspiradoras.
Ainda não concluí se foi por uma generosa deferência divida, sorte, ou mera
coincidência, mas, o fato é que em todas as minhas experiências tanto de educação,
quanto de trabalho, tive a oportunidade de convier com pessoas incríveis, que
realmente fizeram diferença na minha formação. Grandes e marcantes “professores”
que atuaram tanto em sala de aula, quanto em suas funções de profissionais, ou
simplesmente ombreados comigo no lavoro diário. Poderia numerar uma série de
pessoas que, de fato contribuíram para que eu pudesse simplesmente, aprender.
Chefes, colegas, professores. Próximos, distantes. Cotidianos, eventuais. Uma série de
verdadeiros “mestres”. Talvez, alguns, não se percebam assim, mas, os são. Mestres.
Quando coloco em perspectiva a convivência com estas pessoas, percebo que, além
do enriquecimento pessoal, cada uma destas relações foi de grande satisfação
pessoal. Relações das quais me recinto, e com as quais poderia permanecer em tempo
indefinido. Construí algumas “amizades platônicas”, outras verdadeiras, algumas
indestrutíveis, tamanha a admiração e respeito construído.
Não correria o risco de esquecer alguém, portanto, não citarei todos. Mas, sinto muita
falta de passar algum tempo trocando ideias e divagações com alguns desses
“mestres”. Penso que eu poderia ouvir algumas recomendações ainda por muito
tempo de outros. E sem dúvida, ficaria assistindo a desenvoltura ímpar com que a
maioria deles desenvolve suas tarefas diárias.
Todas oportunidades de aprendizado, e de grande prazer pessoal. Saudade de todos.
Hoje, ainda busco aqui e ali. Em um, ou noutro, a presença dos mestres de outrora.
Mas, cada um tem seu espaço na minha mente, no meu coração. Novos espaços
surgem, novas ideias nascem, novas relações se estabelecem. Penso que bom, seja
isto, lembrar, criar, experimentar.
Obviamente, ainda há um longo caminho em busca da excelência, em busca da
realização. Um caminho e uma estrada sem fim. Contudo, que nos permite olhar cada
vez melhor, cada vez mais longe.
Portanto, a grande certeza é de que eu não sou eu. Eu não sei o que sei. Eu sou, e
reproduzo um pouco de cada um dos que me ensinaram uma ou outra coisa. Sim,
posturas, pensamentos e princípios reproduzidos em colchas de retalhos, costuradas
com alguma reflexão. Se eu soubesse hoje, o quanto cada uma destas pessoas
representaria na forma como eu sinto, e como eu penso o mundo, ter-lhes-ia atribuído
muito mais valor.
Hei de me redimir.
— *Post extraído do blog ‘Opiniático Reflexivo’ em 29/03/2026 às 21:19* — ##


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